
O G20, o FMI e (a falta de ) Regras Internacionais para o Mercado.
Os chefes de governo do Grupo dos 20 (G-20), formado pelas maiores economias desenvolvidas e em desenvolvimento, decidiram triplicar o dinheiro disponÃvel para o Fundo Monetário Internacional (FMI) e encarregar a instituição, juntamente com o Conselho de Estabilidade Financeira, de acompanhar os mercados e fazer soar o alarme em caso de perigo.
O Fundo aparece como objeto de uma decisão importante e como agente encarregado de cumprir três missões – conter o alastramento da crise, atenuar seus efeitos e participar da supervisão do mercado financeiro.
Afinal, não houve de fato acordo sobre a fixação de regras internacionais para o mercado, porque o governo americano continuou resistindo. Sobrou, no plano internacional, a tarefa de acompanhamento e alerta. O trabalho sobrou para quem tem condições de realizá-lo, mas faltou acentuar esse ponto.
Neomédios e neopobres (EMPOBRECIMENTO DA CLASSE MÉDIA)
Matérias para deprimir e para animar no Estado de S.Paulo e do Globo do primeiro domingo de abril, dia 5. “Crise devolve 563 mil à s classes D e E”, segundo o Estadão. “Nova classe média quer manter gastos”, de acordo com o Globo.
A matéria sobre o empobrecimento é baseada em cálculos do pesquisador Marcelo Néri, da Fundação Getúlio Vargas. Em janeiro, segundo o estudo, a classe C, em expansão há alguns anos, encolheu nas seis maiores áreas metropolitanas do paÃs. O agravamento do quadro, segundo o economista, parece haver-se estancado em fevereiro,
Fonte: Observatório da Imprensa, COBERTURA DO G-20
Faltou mostrar o papel real do FMI, Por Rolf Kuntz em 7/4/2009
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Controle dos bancos.
Enquanto clientes do HSBC, no Reino Unido, pagam 6,60% de juros ao ano em empréstimos pessoais, os clientes brasileiros do mesmo banco pagam taxas de 63,42% na mesma modalidade de crédito. O Citibank também pratica juros bem menores no empréstimo pessoal nos EUA, 7,28%, do que no Brasil, 60,84% ao ano.
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Instituição |
PaÃs |
Juro real anual |
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HSBC |
Reino Unido |
6,6% |
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Brasil |
63,42% |
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Santander |
Espanha |
10,81% |
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Brasil |
55,74% |
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Citibank |
EUA |
7,28% |
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Brasil |
60,84% |
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Banco do Brasil |
Brasil |
25,05% |
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Itaú |
Brasil |
63,25% |
Fonte: Dados fornecidos pelas instituições bancárias para os juros e OCDE e BCB para inflação nos paÃses selecionados e no Brasil
Segundo o estudo do Ipea, para empréstimos à pessoa jurÃdica, a diferença de custo praticada no exterior é menor, mesmo assim mais de quatro vezes mais alta para o brasileiro.
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Quando o governo dos Estados Unidos anunciou em Fevereiro as novas modalidades de recapitalização dos bancos por parte do governo, temeu-se um caminho para a nacionalização das instituições, com o governo convertendo sua participação em ações ordinárias, com direito a voto.
Embora não seja o caso, quando se olha o alto custo dos juros e serviços bancários no Brasil chega-se a cogitar se Hugo Chávez não terá razão em propugnar pelo socialismo.
Entretanto, como se sabe, o Royal Bank of Scotland (RBS) já é propriedade do Estado britânico em mais de 70%. Devia-se fazer o mesmo com os bancos brasileiros a começar por reduzir as taxas cobrados por serviços no Banco do Brasil, para dar o exemplo de revalorização do crédito individual e incentivar a economia real.
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