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WSF IC - FSM CI |  |  Salvador report abong  EN - FR - PT |Gus report FR |  IC restructuration group report   EN  - ES - FR  

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RELATORIA DO ENCONTRO DO CONSELHO INTERNACIONAL DO FSM

29 a 31 de outubro2015

 

Dia 29/10 - SEMINÁRIO INTERNACIONAL: Diálogos impertinentes: o FSM na construção de um outro mundo possível. Promoção:         Coletivos baiano e brasileiro do FSM, Conselho Internacional do FSM; Apoios:                Abong, CTB, CUT, Vida Brasil, Governo do Estado da Bahia; Apoio cultural: Kamaphew Tawa, Ametista Nunes, Aluysio, ABDCR (Cabral e Rocha)

 

O seminário internacional e a reunião do CI de Salvador foram resultado de um processo de construção coletiva e de articulação horizontal do coletivo brasileiro do FSM. O acordo da reunião do CI foi de que os observadores tenham fala, mas em um momento posterior as exposição dos que são membros. A regra que os organizadores de Fóruns mundiais são membros do CI foi utilizada.

 

Participantes do CI: Liége Rocha - FEDIM; Nilza Iraci - Rede Latino Americana e Caribenha da diáspora das mulheres afrodescendentes; Rafael Bogoni UNE/OLCLAE; Salete Valesan CLACSO FLACSO; Rogério Pantoja – CUT/Brasil; Francisco/Janaína Repositório digital Projeto Memória; Pierre Jorge - Cáritas Internacional; Yilmaz Orkan - Kurdish Network/Curdistão; Oscar - Curdos na AL; Norma Fernandes Argentina; Gustave Massiah - CRID/Attac; Ismail Radwan PNGE/Palestina; Raphaël Canet /Carminda Lorin - Coletivo organizador FSM Canadá Montreal; Maíra Abong; Sheila Ceccon IPF; Hugo Braun - Attac/Alemanha; Rita Freire Ciranda/FMML; Lopes CONAN - Aliança internacional de habitantes; Janneth Lozano Bustos REPEM - Rede de Organização Popular Colômbia; Gina Vargas Peru/Bélgica; Moema Miranda - Ibase; Chico Whitaker - Comissão Brasileira de Justiça e Paz; Abdelkader Azraih - FSMAGH – FSM do Magreb/Marrocos; Alla Talbi - FTDES/FSM Tunísia; Damien Hazard - Abong/Brasil; Hamouda Soubhi - Alternatives Marrocos; Maria Helena Saludas - CADTM / Attac Argentina.

Observadores: Ruth Monteiro - Força Sindical; Lélio Falcão - Força Sindical; Raimundo de Oliveira - Abong; Mauri Cruz FSM POA/Abong; Leticia Haddad CUT/RS; Luiz Henrique CUT e Comitê Local FST; Edson França Unegro; Gilberto Leal CONEN e Comitê baiano FSM; Kátia Melo CONEN Bahia.

 

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Análise de conjuntura: Panorama de lutas no mundo e solidariedade entre os povos

 

Brasil

No Brasil em 1985 houve a abertura política e democrática, resultado da luta do povo brasileiro pela aplicação de direitos sociais, desde então ocorreu um processo assenso de conquistas, riqueza de movimentos sociais, autônomos de partidos e governos. Em 1988 conseguiu-se um processo participativo de construção de uma nova Constituição, e passamos a ter direitos, mas que só foram materializados a partir de 2003 com a eleição do Partido dos Trabalhadores. Com esse governo que está ainda em curso, parte dos direitos conseguimos materializar (direito a soberania alimentar, moradia, trabalho). Isso foi possível devido a um pacto entre os movimentos sociais e as elites, essa foi estratégia, não deixar de fazer a crítica, mas apostar em construções conjuntas. Conseguiu-se acessar direitos sem provocar rupturas. Com isso, os pobres ficaram menos pobres e os ricos mais ricos. Sabemos que para continuar conquistando direitos temos que mexer nos privilégios, promover rupturas e não preparamos os movimentos para o momento da ruptura. O que está em debate no povo é quem é honesto e competente, e não a desigualdade. Nosso horizonte é a superação do capitalismo sem o qual não é possível a emancipação do povo brasileiro. O FSM é importante para superação da dominação.

A reflexão da Central única dos Trabalhadores - CUT e do Fórum Porto Alegre 15 anos, é de que a situação política e social na AL não é diferente do que ocorre no resto do mundo. Vivemos um terceiro momento de nossa luta histórica no Brasil, no passado lutamos para resistir à ditadura militar, os que lutaram nos ensinaram que devemos resguardar um bem maior, a democracia. A liberdade e a democracia não só do ponto de vista individual, mas coletivo, inclusive no local de trabalho. Não podemos competir entre nós, precisamos de solidariedade entre nós. AL vive momento de resistência, o processo eleitoral na Argentina, a interlocução da mídia, intervenção da burguesia, através da mídia no processo eleitoral, não é diferente no Brasil. É desse rompimento que queremos tratar, da hostilidade da burguesia que não suporta a redução da pobreza e os pobres ocupando novos espaços na sociedade. A plenária dos movimentos sociais precisa pensar uma articulação para os próximos 20 anos, e não apenas do ponto de vista do segmento. O que a classe trabalhadora quer para esse período. 

Precisamos avançar com a integração das lutas internamente e globalmente. Refletir, analisar, montar estratégias, ir às ruas. Reunir todas as organizações brasileiras para refletir criticamente na região, defender a integração da América Latina. Outro mundo é possível com muito mais unidade e mais luta.

No Brasil conjuntura de criminalização de movimentos sociais, lei antiterror que tenta inibir movimentos sociais. O que ocorrer de anti democrático no Brasil terá um efeito devastador na América Latina (impeachment, criminalização dos movimentos), para além das críticas que temos ao governo, somos uma democracia muito jovem.

 

América Latina

 A proposta do debate, de diálogo impertinente é positiva, irreverente, insolente, incomoda, choca e esse é nosso papel. São tempos de crise, profunda, mais complicados do que quando começou o FSM em 2001, crise multifacetada política, econômica, alimentar, climática e civilizatória. Nós da América Latina, não sentimos a crise quando o resto do mundo enfrentava, não sentimos porque somos produtores de matéria prima, seguimos com esse modelo de capitalismo com a ideia construída de que assim se poderia chegar ao suposto desenvolvimento. Na Argentina começa em poucos dias começa uma caravana que sai para contestar o modelo agro explorador extrativista, assim como as lutas em toda a cordilheira dos Andes contra as mineradoras, que impactam e contaminam. Os povos lutam por terra, por soberania nacional, contra esse modelo de desenvolvimento, modelo produtivo agroexportador extrativista. Nossa luta tem que ser contundente e clara, anti capitalista, anti patriarcado, anti colonialista. Há 10 anos vencemos a Alca com articulação internacional. Agora a COP 21, sobre a crise climática, quais são as causas da crise? Esse sistema. É esse debate

A Grande luta que nos aglutinou e que temos que nos inspirar para seguir nesse momento de transição dos governos latino americanos de esquerda: a campanha para deter a ALCA, ha 10 anos em Mar Del Plata, a articulação, consultas populares e o trabalho de educação popular. É necessário encontrar campanhas que nos aglutinem, que nos permita transitar ente as redes, em processos emancipatórios.

 Na maioria dos países se continua com o mesmo modelo econômico, cultural, produtivo, de desenvolvimento agro explorador extrativista. A maioria de nós está lutando contras às mesmas coisas dentro de seu território. Que desenvolvimento é esse? Pensar crescimento infinito está complicado, necessário pensar em alternativas para modelo de desenvolvimento. Ainda não conseguimos sair do atual modelo produtivo, se pensou em políticas públicas compensatórias, melhorar a situação de vida de pessoas, mas continua a desigualdade.  Modelo produtivo altamente concentrador, temos que discutir isso nos fóruns regionais Mercosul e Unasul e levar esse tipo de debate, essas campanhas aglutinadoras ao marco do FSM.

Estamos vivendo crise financeira e política, temos que criar condições de superar divergências e construir unidade na AL. Ciclo progressista de governos. Somente a unidade será capaz de superar a onda de conservadorismo na AL que tem a mão dos EUA, temos que recuperar a unidade da campanha anti-Alca. Rearticulação do movimento social, das grandes frentes de atuação, no Brasil a Frente Brasil Popular e Frente Povo sem Medo. Na Colômbia vemos unidade no movimento estudantil. Importante privilegiar esse espaço do FSM, muitas movimentações indicam que os movimentos latinos americanos estão muito atentos.

 

Mundo Árabe

 

Magreb e Mashrek

Estamos diante de conflitos armados dentro de regimes democráticos. Cada dia migrantes atravessam a África para a Europa e o mar se tornou um túmulo a céu aberto. Não podemos ficar vendo os negros refugiados sendo afogados no mar fugindo da guerra.

Na África, que os recursos naturais são explorados o que faz sofrer os africanos é a decadência social e conflitos que colocam seus habitantes para fora de seus países, saindo de seus países, Ebola, Malária, nenhum país do mundo tem essas questões, faltam pesquisas cientificas, tem a questão da educação, devido ao sistema do FMI e do Banco Mundial que capturam os recursos públicos. Desde a descolonialização da África houve 9 milhões de mortos, guerras desde 90 custaram 200bi euros e o êxodo dos países limítrofes e em conflito.

Precisamos ter em mente que a luta contra as questões migratórias e a exploração dos recursos naturais precisa de solidariedade.

a região é lócus onde os grandes conflitos mundiais explodem, e que coloca o risco de uma nova Guerra Fria (Rússia X EUA). A região que possui grandes riquezas, sobretudo o Petróleo. O maior desafio da nossa região é a influência do Islã radical, movimento que luta contra tudo que é moderno, novidades do mundo. A aliança dos Emirados com os EUA causou mudanças. Com o Estado Islâmico, nós não estamos mais num conflito religioso como antes, o EI tem sua economia independente, pois vendem petróleo no mercado negro e tem grande riqueza nas mãos, controlam o petróleo do Iraque e grande parte do petróleo da Síria, isso inevitavelmente coloca toda a região em conflito e guerra.

Desde os FSM POA trabalhamos com os movimentos sociais para implantar construir os Fóruns regionais, locais, sociais e conseguimos organizar dois FSM na Tunísia. Houve grandes revoluções e um processo de mudança e atribuímos as mudanças à intervenção da sociedade civil. Na Tunísia os sindicatos e a associação dos advogados que são integrantes do comitê de organização do FSM 2013 e 2015, trabalharam na intermediação de conflitos desde o início do processo de democratização o que resultou no prêmio Nobel da Paz, que nós dedicamos à sociedade civil tunisiana. Houve um assassinato e disso começou um movimento de a sociedade civil ser mediadora, um processo de diálogo nacional, em 5 meses chegou um grupo de tecnocratas, e queríamos uma nova constituição e eleições legislativas. A sociedade civil tunisiana teve um papel importantíssimo também na organização das eleições municipais em 2014.

Nós conseguimos uma revolução política, mas apesar desse prêmio Nobel, ha um processo por trás disso, ha uma força de exceção forte, mas a força da sociedade civil também é forte, caminho longo, é necessário apostar na revolução social e cultural, temos que rever e avançar o próprio conceito de justiça social. A partir do FSM2015 verificamos um conflito de gerações, o movimento 'não perdoamos' ("non perdonne pas") está em curso, contra projeto econômico que não queremos.

Processo que se passa na Líbia, a revolução do lixo que começou em junho de 2015 e ameaça um sistema político marcado de corrupção, até agora não conseguimos consenso sobre os atores políticos. No Líbano está em curso processo em que jovens atores da sociedade civil libanesa estão acelerando esses processos, colocamos na mesa a questão do meio ambiente, a região do Magreb está se preparando para os jogos de 2016 no Marrocos e é bom destacar que tivemos até agora sucesso, mas o caminho é muito longo ainda.

Na Líbia o Estado Islâmico já se implantou, e também na região Sahrawi e ao norte do Mali. Essa nova conjuntura apresenta um desafio enorme, muito maior que econômico e social, é cultural.

 

Oriente Médio

Como cidadão palestino tenho esperança que um dia os palestinos tenham o direito de ser felizes como o povo brasileiro em sua terra.

O povo palestino é desprovido de todos os direitos, não podemos pescar e nadar nos dois mares que nos cercam. Somos um país pequeno e temos blits a cada quilometro que nos impedem de ir e vir. Estamos sofrendo uma política que nos force a imigrar. Os palestinos foram acusados de aconselhar os nazistas a matar os judeus, estão sendo acusados de matar 6 milhões de judeus. Duas semanas atrás, um brasileiro esteve na Palestina e testemunhou o assassinato de uma palestina inocente a caminho da universidade. A mídia disse que ela reagiu, mas ele viu que não e denunciou o que viu para o mundo. Nós estamos em constante abuso civil.

A Missão Gaza pós FSM 2015 em Túnis foi testemunhar os absurdos que o povo palestino enfrenta. A luta de solidariedade tem que continuar, é inimaginável a situação precária que os companheiros Palestinos passam, continuamos na luta pela liberdade da Palestina.

A luta do povo Curdo é com base a crença de que a luta anti-sistêmica é a raiz da mudança de paradigma, a luta curda é em defesa da autodeterminação das pessoas, contra o nacionalismo exacerbado e o sistema capitalista. Na Síria, temos pessoas lutando contra o sistema imperialista, nós podemos lutar pela democracia radical, local, sem Estado, o povo Curdo está estabelecendo esse novo modelo. O governo turco está atacando os curdos, assim como o Estado Islâmico na Síria. O povo curdo está resistindo e lutando contra o poder, contra o Estado “democrático” da Turquia e contra o Estado Islâmico. Ambos estão do mesmo lado contra os curdos, onde as mulheres têm sua luta autônoma, sua força de autodefesa contra o Estado.

Dentro da perspectiva da luta Curda entendemos que é necessária uma revolução no oriente médio, não aceitamos o imperialismo, que quer que nós nos desfaçamos do nosso projeto de democracia e de socialismo democrático, por isso estamos aqui para falar da luta internacional. A Solidariedade internacional é o único suporte que temos no Oriente Médio, os projetos ocidentais foram plantados no oriente médio, foram feitas barreira não naturais, lá poderíamos ter o federalismo democrático, e barreiras naturais podem ser reinventadas. Temos que começar os projetos de sistemas globais alternativos no Oriente Médio, com autodeterminação e luta anti-sistêmica, existe uma casa para abrigar essa luta e as pessoas dessa luta. No Oriente Médio existe um projeto concreto anti sistêmico, há luta de pessoa oprimidas que estão prontas para lutar, resistir. Não existe um projeto concreto maior que o que está havendo no Curdistão.

 

Europa

Temos problemas de ordem policial, política, ricos mais ricos e pobres mais pobres. Movimentos estão enfrentando grande ataque das empresas multinacionais, instituições de poder nos EUA e Europa que tem acordos transatlânticos, pactos conjuntos que fazem com que haja conexão entre países do norte e mantém a desigualdade. É um ciclo vicioso, todo mundo é afetado, temos que lutar contra isso.

Na Europa existem movimentos que estão lutando contra isso, temos milhares de mobilizações e reuniões públicas contra várias injustiças, somos um movimento forte, temos condições de nos aliar, podemos definir um alvo em comum e estratégias em comum. Se definirmos nossos inimigos podemos mudar parte da política global. É necessário construir pessoas empoderadas desse campo de batalha política internacional e continuar juntos.

A crise da Europa mostra a falência do Euro, da democracia europeia, da construção europeia. A crise dos refugiados, 700 mil pessoas entraram no território europeu e os Estados membros estão longe de concordarem nessa questão. Os Estados da Europa central estão construindo barreiras para impedir a entrada dos refugiados. A ideia da UE era colocar a livre circulação das pessoas. Em uma perspectiva da Europa, significa que aquilo que construímos não é possível.

Na Europa hoje em quase todos os partidos políticos, sindicatos e movimentos sociais ha uma divisão, estão todos unânimes em condenar o neoliberalismo e a política de austeridade, mas na forma de reagir permanecemos divididos. Há o grupo que pensa que basta ser contra a política atual sem ser contra a instituição e o projeto europeu, e o conjunto que é contra o projeto institucional europeu. Ha bons argumentos de ambos os lados, mas isso nos divide e impede uma grande mobilização de protesto, e há o crescimento de movimentos e partidos de extrema direita, discurso direto e de curto prazo. A UE está dilacerada e desmoronando, a extrema direita está colhendo resultados desses fracassos consecutivos. Não sabemos ao certo como os movimentos vão reagir, no momento há a preparação para a COP21.

Há a expectativa de um acordo transatlântico que gere um debate político em relação às estratégias e definir um alvo comum entre as OSCs. Temos uma crise crescente e por isso políticas austeras, condição difícil para ter sucesso coletivamente. Não temos respostas convincentes para as questões a crise dos refugiados, e mesmo a crise da Polônia.  Não temos solução que vem da raiz, ativista, pacífica. Há crescimento de partidos de esquerda na Europa, no entanto, temos que criar condições desses movimentos sociais estarem juntos de forma bem sucedida, temos que reavivar o Fórum social europeu.

Temos que centrar esforços de trazer a paz, assumir posição mais definida do FSM como tal. Enfrentando o surgimento e ressurgimento das extremas direitas na Europa, que, sobretudo afeta os países da Europa do Leste. A crise de refugiados e os comportamentos facistóides insurgem mais fortes que no ocidente, galopam exercendo influência, próximo governo da Áustria será de extrema direta. Temos que ocupar o território da Europa do leste, e tratar de incluí-los mais no processo do FSM. Faz-nos muita falta o Fórum social europeu, não sei como podemos por diferentes redes, sobretudo França e Itália, se deixar morrer. Proposta: retomar como grupo de trabalho, e reconvocar o Forum social europeu.

Se estudarmos em detalhe os programas dos partidos de direita encontramos proteção para trabalhadores, aposentados, mais proteção lá do que em programas de partido de esquerda. Temos que mudar o modelo de produção e começar pelos direitos econômicos e sociais para convencer as pessoas a votarem em nossos partidos e associarem se aos movimentos. E oferecer proteção contra o neoliberalismo, principalmente na Europa.

 

América do Norte

No Canadá houve uma vitória dos movimentos sociais, em outubro tivemos eleições e derrubamos os 10 anos de governo conservador para a entrada do partido liberal, vencido por uma coalizão de diversos movimentos sociais. O candidato que elegemos significou mudanças, mas não é de esquerda, é do partido liberal, centro direita, tradicional, não é a opção política dos movimentos, mas durante a campanha eleitoral teve um discurso progressista e pautou temas de esquerda, fez campanha com discurso de esquerda, mas não era o que os movimentos mais apoiavam. Trouxe esperança e dinamizou as lutas porque os movimentos conquistaram essa vitória.

O momento agora é de esperança e vigilância, porque fez muitas promessas como um movimento de abertura, de diálogo com a sociedade, defesa da classe media e movimentos sociais, política de meio ambiente. Desde a eleição fez um gesto, abriu o Canadá para receber refugiados da Síria. Fez 141 promessas de campanha, todos os movimentos anotaram e vamos cobrar e monitorar.

Há uma mudança de geração, ha 43 anos o pai desse novo primeiro ministro (Trudeau), afirmou imagem positiva do Canadá, soberania e independência em relação aos EUA. Assim que venceu a eleição em outubro de 2015, seu primeiro gesto simbólico foi telefonar para os EUA e informar a retirada das tropas canadenses da Síria e Iraque. Segundo elemento importante que ele se comprometeu é fazer política positiva para mudar imagem do Canadá no cenário internacional. Consideramos 4 pontos importantes de acompanhar: 1) extrativismo, 60% empresas de mineração sediadas no Canadá porque a lei favorece e da liberdade às empresas;  2) meio ambiente, oleodutos, posição do Canadá na COP21, garantiram mudanças no posicionamento canadense; 3) vigiar a questão do livre comércio, OMC, política regional, discutir essa questão no FSM é fundamental; 4) política de austeridade, governo atual defendeu nas eleições que a austeridade não é boa para a classe média, deve aumentar o déficit público e melhorar políticas de bem estar, vai contra políticas de austeridade europeia. Podemos nos agarrar a isso.

Ano que vem, terá eleição presidencial nos EUA, pensar como o processo do FSM pode influenciar a eleição.

Apostamos em lutas sociais massivas em nível federal e províncias. A articulação de esquerda é fundamental. Em Quebec temos províncias autônomas e que decidem sobre educação, saúde, e esses setores tornaram-se campo de batalha, houve greve dos estudantes em 2012, uma mobilização nunca vista desde 1960, o governo liberal local caiu, outro gabinete foi formado e transitoriamente assumiu o poder até 2014. Então entrou gestão neoliberal agressiva no enfrentamento principalmente com sindicatos, o que mobilizou novamente os estudantes. No momento estão em curso muitas greves, setores educação e saúde e há o anúncio de greve geral no começo dezembro. Há 40 anos os sindicatos não faziam greve geral. O país está em crescimento, interessante junção movimento sindical e social, nos organizamos agora antes do inverno, para colher frutos depois do inverno.

 

Mundo

Há uma questão preocupante da perspectiva de crescimento do controle sobre nossas vidas que vem junto com o desenvolvimento tecnológico da comunicação. Cada vez mais é possível influenciar comportamentos, pois ao possuir dados sobre nossas vidas, é possível usar esses dados para perceber não o que pensamos, mas como nos comportamos e como as multidões se comportam. Os sistemas de inteligência e de segurança estão se desenvolvendo, não estamos longe da simulação da nossa inteligência por sistemas e máquinas, e estamos longe de perceber o impacto disso na nossa vida.

O mundo tem muita gente conectada, mas metade está totalmente fora da internet.  Os países mais pobres ainda não estão conectados e, portanto, não estão espontaneamente mandando suas informações para a rede (e isso é 90% da população), o que significa muita gente sem acesso aos meios de comunicação, mas também pessoas que não estão sendo mapeadas. Marc Zurk tem um projeto de fazer o Facebook chegar ao mundo todo. Ha mais gente usando o Facebook do que usando a internet. Ele fala de criar uma unidade entre as pessoas. Uma Corporação falando isso assusta, significa ter muito poder de interferir na nossa comunicação, no nosso imaginário e em nossos valores, no que é e o que não é aceito, influenciar a nossa subjetividade (por exemplo o Facebook vetar e tirar do ar fotos de indígenas sem roupa).

É muito importante fortalecer o debate sobre isso no FSM, ocorre no FMML, mas deveria ser ampliado, não deveria ser um debate apenas entre ativistas da comunicação e técnicos. Estamos falando de um nível alto de controle das nossas informações. Precisamos todos agir em defesa intransigente da neutralidade da internet, da privacidade, isso precisa de atenção do CI.

Sobre a Agenda Pós 2015, a Conferência de Adis Abeba sobre financiamento do desenvolvimento não conseguiu introduzir mecanismos de financiamento do desenvolvimento e nem de taxação do capital financeiro; Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS definidos em setembro são muito mais ambiciosos que os Objetivos de desenvolvimento do Milênio – ODM apesar de ainda apresentarem grandes carências, não consideram população indígena e nem pessoas com deficiência, mas pautam temas nossos como participação, justiça social, sustentabilidade social e inclusão social, ou seja, reivindicações do FSM que foram apropriadas pelos governos, precisamos pensar em como radicalizar essas questões e que organismos multilaterais devemos mirar.

Destacar a importância de garantir direitos culturais que nos oferecem novas cosmologias para pensar e agir no mundo. E finalmente ser mais decisivo e claro o que é ser de esquerda, no Equador o governo está em guerra com um dos maiores movimentos indígenas da América Latina e continua sendo chamado de esquerda, enquanto governos de direita assumem direito ao aborto. Estão surgindo e se consolidando as oposições aos governos de esquerda, muitos movimentos contestando alianças de governos de esquerda com o grande capital e as empresas multinacionais.

Há uma situação dramática, a direitização está em todos os lugares, vem sobretudo da decepção com a esquerda que ocupa o espaço político. A classe dominante agravam as desigualdades e injustiças sociais, cada vez concentra mais renda e poder e está cada vez mais violenta. Os elementos reacionários estão perdendo hegemonia cultural, sabem disso e isso que os deixa loucos e usam todos os meios, repressão, guerras e sobretudo a imprensa que eles controlam inteiramente em nível mundial.

 A esquerda não responde a crítica do pacto hegemônico cultural porque uma parte dela se aliou e outra parte continua repetindo o mesmo discurso, no entanto há novidades na sociedade, papa chamou os movimentos para discutir questão da migração.

 

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O FSM e seus desafios

 

Entre 2008 e 2011 houve um novo período, que iniciou a crise do neoliberalismo, demonstrando que ele não pode continuar, não é viável e os dirigentes desse sistema estão conscientes disso. Do ponto de vista das urgências houve uma nova situação: a dívida, as finanças e o controle financeiro, elementos novos. A resposta dos povos a esse sistema, traduzida por movimentos em massa, começou na Tunísia, região do Magreb, atravessou Mediterrâneo, estudantes Chilenos, Hong Kong, Turquia, movimentos em 40 países que colocaram nas ruas milhões de pessoas. Na Praça de Túnis pela dignidade, liberdade (e não a ditadura) e não a desigualdade, por justiça social, independência do controle de outros países.

Foram programas emergenciais. Efetivamente, a emergência não permite mudar a estrutura de uma sociedade. Enquanto os programas implantados de maneira emergencial iam se desenvolvendo, os movimentos dentro do FSM propuseram uma discussão mais fundamental. O FSM Belém 2009 uniu movimento das mulheres, campesinos, verde e indígena e já começavam a dizer: estamos diante de uma crise fundamental, não apenas do neoliberalismo/capitalismo, é preciso mudar relação homem-natureza, trata-se de uma crise civilizatória.  O bem comum, o bem viver, o direito da natureza, Pachamama, uma série de coisas que eram novas formas de pensar.

Vimos efetivamente no FSM que a conjuntura é de transição. Passou nesse período uma mudança profunda no movimento altermundialista. Necessidade de entender que mudança, que transformações, quais novos desafios, quais novas formas de compromisso político queremos assumir. Estes problemas pedem uma reflexão profunda. E há muitos que interrogam e questionam o movimento pedindo que ele se revolucione, seja mais revolucionário.

1)      Pensamento ecológico. A ecologia introduz uma nova dimensão, obriga a pensar o futuro em uma longa escala. Muda a maneira de pensar todas as possibilidades de transformação.

2)      Pensamento da revolução social fundamental, todas as sociedades mudam. A classe ainda define muita coisa, a luta de classe ainda existe, mas há uma mudança na natureza das estruturas sociais, não podemos mais reduzir tudo a classes sociais. Religiões, questões nacionais, não se reduzem a classes sociais, e os movimentos tem que considerar isso. E temos condições de fazer isso. Questões como a precarização do trabalho e as migrações, ameaçam a dimensão da unidade da classe operária.

3)      Concepção da democracia.

 

Existem também questões conexas: revolução cientifica e técnica, estamos vivendo uma revolução cientifica e tecnológica, o problema é que a classes dirigentes controlam essa revolução, e essa revolução é fundamental, até agora a imagem da mudança era a máquina, o modelo máquina era o corpo. Agora a imagem da mudança é o computador, o modelo do computador é o cérebro, o digital e a nanotecnologia que traduzem essas novas formas de pensar e as mudanças que precisam ser feitas.

Em relação ao novo pensamento cientifico e tecnológico, a classe financeira conseguiu fazer uma aliança com os técnicos, executivos, altamente formados. Temos que quebrar essa aliança entre os especialistas e os acionistas.

A classe dominante conseguiu também dominar a classe política. Corrupção tira autonomia do campo político, temos também que quebrar a aliança entre a classe política e a classe financeira.

São essas questões que temos que discutir no FSM. Em uma palavra, no FSM criamos uma nova cultura política que foi renovada pelos movimentos sociais desde 2011. Trata da diversidade da democracia, da horizontalidade, recusa da hierarquia. Aborda outras questões, mudança da natureza entre o individual e o coletivo. As formas de compromisso mudaram antes a luta era pela independência das colônias, agora estamos em outro momento, de reconhecer que uma nova geração é uma nova cultura, e que surgem novas formas de radicalidade.

 

A perspectiva do Fórum Mundial de Mídia Livre - FMML/comunicação é que a comunicação é campo de batalha para qualquer uma de nossas lutas, ele nos coloca ou nos tira dos direitos e conquistas existentes na sociedade. O FMML surgiu no período em que começávamos a compartilhar informações através de outros meios como a internet, e nos permitiu entrar em contato e trocar sobre a cena, os valores.

Em alguns espaços e debates dentro do processo do FSM, a agenda da democratização da comunicação não é tida como questão universal, o FMML discorda e defende que democratizar o acesso a todas as estruturas é que nos permite a comunicação.

A experiência vivida na América Latina e Brasil mostra como a democratização dos meios é fundamental para nossa luta em defesa de direitos e para conquista da democracia. No Brasil ha uma resistência atroz a isso, e nos leva a ver que sem democratizar os meios não conseguimos avançar na democracia que defendemos.

Neste momento de diálogo do CI com os movimentos da sociedade civil brasileiros, é importante destacar a importância de não perder de vista que o poder que se exerce hoje sobre os meios é fundamental para o momento de ameaça as instituições brasileiras e de retrocessos de conquistas que nos já havíamos assegurado.

 

Avanço impressionante da direita, sempre reflete os erros da esquerda. Pensando na AL, a crise da China e o fim do bum das commodities. A maior parte dos processos positivos que permitiram avanços e conquistas de direitos sociais foi porque as commodities estavam com preço alto, a preço do sangue e lágrima dos negros e dos indígenas. Não houve um processo de reflexão político e de aumento de conscientização. Ganhamos mais cabeças e almas para a direita, pessoas inseridas no mercado de consumo, televisivo, enlouquecido. Não temos respostas a curto prazo e nem no horizonte. Nosso horizonte utópico e a curto prazo, refletir criticamente sobre esse modelo produtivista o que é o bem viver, o estar bem no mundo, enfrentar a concentração de renda, consumismo e construir forma de inclusão que não signifique ter 3 celulares.

A mudança no mundo é grande demais, se o FSM não for capaz de se repensar profundamente vai deixar de ser.

O otimismo é a arma dos revolucionários. A crise nos da oportunidade de ampliar nossa luta, refletir como trabalhar e também considerar temas e problemas que emergem desse ativismo e que atraem as pessoas e as mantém unidas.

Anteriormente, na região árabe o clima não mobilizava pessoas, agora sim é uma questão importante, permitiu formar uma coalizão. Necessário dar um novo fôlego à nossa ação. Tudo que sobe desce. É nosso papel fazer face a esse recrudecimento da direita, e assim ela vai cair. precisamos encarar todas essas coisas que emergem dessa situação para poder discutir o sindicalismo e a nova conjuntura.

Na África, desde Dakar, temos conselhos africanos como ferramenta de trabalho e reunião de movimentos sociais da África. É importante fazer oficinas sobre a questão da religião no mundo e refletir sobre esse tema. Precisamos também falar de migração.

Pontuar a importância que o FSM tem na solidariedade internacional em defesa do povo palestino. Os coletivos recorrem ao coletivo do FSM que executou a missão Gaza e isso está tendo repercussão. Conseguimos com pressão barrar a nomeação de um embaixador que era a favor dos assentamentos. Esse é o papel do FSM e do CI, de colocar em perspectiva a solidariedade internacional. Precisamos fazer uma reunião com o povo curdo, hoje vemos como poderia ter sido importante fazer uma reunião do CI no Curdistão, teríamos contribuído para as relações sociais e compreendido muito mais sobre as questões conjunturais curdas.

Mudar o modelo de desenvolvimento implica recuperar outras formas de organização e de relações sociais, ir além do que culturalmente existe, precisamos olhar para outras cosmo visões e experiências para ter elementos e assim pensar uma nova forma de fazer sociedade. As formas de trabalho mudaram dramaticamente, como os sindicatos respondem essa nova forma de trabalho?

Há uma crise e o FSM não deixou de funcionar, mas, o movimento social está perdendo a guerra, é grave a situação. Em 2001 o lançamento do FSM significou uma grande, uma retomada de esperança que se multiplicou em outras possibilidades de educação, etc. No entanto, depois, as coisas têm ficado cada vez mais difíceis. Temos que ser realistas e ser modestos

 

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Reflexões sobre o CI e o FSM:

Grupo de reestruturação (relatório anexo)  IC restructuration group report   EN  - ES - FR  

Apresentação dos resultados da pesquisa realizada com membros do CI. 10 questões principais que serão aprofundadas que indicam possibilidades de reestruturação do CI e um novo marco para a estrutura do Fórum e seu funcionamento. Diálogo sobre cada ponto, sem necessariamente chegar a um consenso em cada ponto.

As questões que surgiram nas entrevistas feitas com membros do CI giram em torno da cultura política que se havia formado no CI de falta de transparência, que alimenta a atitude de desconfiança e gera confusão do papel do CI no FSM.

Esse relatório foi feito a partir de entrevistas e pesquisas. Na primeira, em Casablanca, receberam muitas respostas. Dessa vez foram poucas, mas bastante significativas. A metodologia que propomos agrupa três blocos de discussão: o primeiro parece ser o mais consensual; o segundo são as menos consensuais, com algumas divergências ou que precisa de aprofundamento na discussão; e a terceira são os compromissos e decisão que iremos tomar. A primeira grande convergência, que todos opinavam, era de que o CI precisava mudar.

 

10 pontos:

Ponto 1: Importância da existência do CI. Temos consenso da necessidade de ter o CI, de que precisamos de instâncias, como o CI e que temos que continuar existindo, isso é ponto pacífico.

Ponto 2: Funcionamento e horizontalidade – foi visto que temos uma estrutura horizontal, sem dizer exatamente o que isso significa. Podemos concordar que não temos hierarquias, não tem ninguém que seja mais importante que outra pessoa, somos todos iguais dentro do CI. Essa horizontalidade tem a ver com a não exclusão e uma flexibilidade estrutural. Há consenso que temos e vamos manter essa estrutura horizontal, sem hierarquia.

Ponto 3: Secretaria Executiva – Temos o consenso da necessidade de tê-la. O problema é de onde buscaremos recursos para sustentar esse custo. Havíamos avançado de que a Secretaria Executiva seria responsável por atualizar o site, se responsabilizar pela memória do Fórum. A Secretaria é um espaço técnico e não político.

Ponto 4: Reuniões do CI. Sempre tivemos problemas, como pouco tempo, falta de recursos para se reunir. Então, as reuniões devem servir para: apresentar a conjuntura de cada região; para dar os repasses da Secretaria Executiva; para tomar decisão e encaminhamentos para o FSM; formação de GTs.

Ponto 5: Comissões, trabalho de equipe. Por um tempo funcionava e depois parou de funcionar. Vamos reestruturar as comissões? Manter da forma que estão? Ou fazer outra escolha, como por exemplo, quando fomos discutir um tema específico, criar um GT específico para trabalhar esse tema específico. Precisamos tomar uma decisão.

Ponto 6: Decisões por consenso. Nós evitamos votar. Temos uma maioria e uma minoria e sempre optamos por decidir por consenso, mas, na falta de possibilidade de decidir por consenso, vamos decidir por consenso. Sempre o consenso tem que ser soberano, sem necessidade de voto.

Ponto 7: Videoconferências. Necessidade e a possibilidade de nos reunirmos por videoconferência. Buscar alternativas virtuais para nos reunirmos. Como fazer reunião virtual? Não sabemos, mas temos que ver a forma mais adequada, para fazer pelo menos uma vez por ano.

Ponto 8: Carta de Princípios. A maioria das respostas apontam para não mudar a carta de princípios, mas grande parte defende que sim. Alguns pensam que precisa mudar a carta, mas que agora não é o momento ideal.

Ponto 9: Contribuição financeira dos membros do CI – Nunca implementamos isso.

Ponto 10: Problemas de recursos. Precisamos discutir como obtê-los. Pediremos aos membros para pagar contribuições anuais? Buscaremos um fundo para financiar os nossos encontros? Podemos obrigar os membros? Acho que não. Mas, precisamos decidir. Precisamos ter uma reflexão séria sobre como captar recursos para o CI.

 

Observações do GT reestruturação:

 

·         Sobre a composição: o FSM mudou muito, mas continuamos os mesmos. Sentimos que há uma perda que devemos reconhecer. Não creio que devemos recuperar todos os membros, mas alguns são fundamentais como os da Ásia, da África. Quais estratégias para recuperar a presença dessas pessoas?

·         Tipo de representatividade. Alguns chamavam de: “Atores” (permanentes), Associados e Observadores; outros de Originários, Novos e Observadores.

·         Politização do CI. Discutir como se avança com outro tipo de metodologia – uma opinião minoritária diz que o FSM deveria tomar posição sobre lutas globais; outros dizem que os movimentos é quem deveriam tomar essas posições, que é a decisão atual.

·         Todos dizem que precisamos de mais democracia e transparência e responsabilidade fiscal. Desde o inicio temos essa discussão. Maioria das pessoas que respondem os questionários acham que o CI não é tão horizontal. Nenhum de nós quer fazer algo que não seja democrático e transparente, mas a forma que estamos agindo, sobretudo em decisões urgentes que precisam tomadas, não comunicamos os demais e isso gera queixas de que não somos transparentes. Precisamos saber quais decisões tomadas, quem tomou a decisão e quem vai reportar a decisão tomada. Simples assim. Não é para culpabilizar ninguém, mas é a expressão de algo que desagrada pessoas do CI – pensem no outro, sempre que for tomar uma decisão.

·         E o último ponto é consequência dos outros. Discutimos o comprometimento dos membros. Esse questionário foi o que teve menos resposta, logo pensei que as pessoas não estão tão comprometidas assim com o CI e nem refletindo sobre esse comprometimento. Essa discussão já foi feita tantas vezes, e porque temos que novamente responder a esse questionário? Isso tem a ver com o comprometimento, com a politização do CI. Precisa rever os métodos, para ter um maior comprometimento. Nesse CI não vamos ouvir de ninguém que não está mais interessado. As pessoas querem se comprometer, mas também querem uma garantia da forma com que estamos funcionando. Se nós podemos, conjuntamente, tentar melhorar nosso trabalho e funcionamento? Acho que é possível. Esses são os pontos fundamentais.

·         Uma questão posta é de como o CI se conecta com as dinâmicas e mudanças que acompanham o FSM. Não apenas de auxilio e facilitação, mas como saber o que tá acontecendo, a articulação com os movimentos participantes.

 

- destaque sobre a importância do GT de reestruturação especificar quando é opinião pessoal e quando é resultado dos questionários.

 

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Sobre a reunião encaminhar alguns pontos

De acordo:

- Necessidade de cada ponto apresentado e debatido trazer resultados que reflitam o que foi consensuado, o que avançou, aonde parou.

- A reunião foi chamada para discutir a reestruturação do CI, proposta de discutir os pontos e repassar para o restante do CI.

- Muitas das questões do documento já são sínteses encaminhadas, não há muitas polêmicas no documento.

- Já temos essa discussão há 4 anos, no entanto tivemos idas e vindas até 2015, quando se formou novamente esse GT, indicando que fizéssemos um formulário para discutir os pontos de reestruturação do CI.

Discordância:

- Não temos nem um terço dos membros do CI. Não nos interessa dizer que temos a decisão tomada, se não fortalecer o Conselho e a dinâmica do processo do Fórum. O GT fez um trabalho excelente, o que for consensuado será importante, mas é preciso envolver o restante do CI no processo de discussão. Devemos evitar falsas polêmicas ou que gaste tempo e fuja da discussão central.

- Não devemos tomar aqui a decisão sobre a composição do CI, o processo é contínuo, e em Porto Alegre o CI poderá se reunir, depois em Montreal e após Montreal. O importante é ter bom senso e ir avançando na medida do possível.

 

Propostas:

- Refletir, mas também deixar algumas propostas. Lançar algo que signifique uma nova etapa, uma forma de transição da forma ideal que queremos. A proposta de radicalizar o CI está há anos dando volta, então temos que avançar, por isso a perspectiva de pensar esse processo como de transição.

- Discutir os consensos sobre composição.

 

Reflexões para o processo de transição

 

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Renovar FSM /ampliar o CI:

Momento de renovação, fim de um ciclo na conjuntura global. Também o fim de um ciclo do FSM. O FST POA 15 anos vai fazer um balanço.

O FSM como processo teve grandes transformações e o CI permaneceu o mesmo.

É necessário desconstruir nossos preconceitos em relação às outras lutas, a convergência não deveria ser entre os iguais, mas entre os diferentes (divergentes). Rever os processos de convergências, os movimentos não podem ficar apenas atuando em sua causa, precisam dividir os mesmos espaços compartilhando ideias.

Importante trazer a dimensão da reforma urbana, questão emergencial dos desabrigados. Proposta: visão mais direcionada pessoas quando são vitimas de acidentes ambientais.

O FSM espaço internacionalista dos movimentos sociais. Espaço de discutir política e pactuar ações. Valorizar as ruas é o grande palco dos movimentos sociais. FSM pode ter assembleia como espaço central, de construção de efetivas convergências.

Muitas lutas não estão representadas no CI, destaque  para a presença ativa empoderada de deficientes, movimento deve ser incluso no CI.

aglutinar temas que estão fora do FSM, trazer conjunto de organizações da sociedade civil que está fora e sem ser representado no processo do FSM. É necessário criar condições para que se sintam protagonistas desse processo. Temas chave: ampliação do CI para segmentos dos excluídos e garantia de direitos

A sistematização do GT de reestruturação apresenta um programa modesto, que amadureceu dentro CI há 4/5 anos. Vamos adotá-las? Adotar algumas? Para que o CI funcione melhor e tenha uma dinâmica que renove o FSM o que temos que fazer? Podemos assumir algumas propostas, e ver quem são os movimentos que vão renovar o FSM. O mais difícil pra nós é que há anos dizemos “venham tomar o poder” e ninguém vem. Por quê? Por que poder a gente não toma, a gente contesta? Acho que devemos trabalhar a partir das proposições que estão sendo feitas.

 

Metodologia

Como mudar nosso método de trabalho e nossa coordenação, trabalhamos através das redes nacionais e regionais?

Chegamos atualmente no limite de nossas ações. Como superar a metodologia que utilizamos desde 2002? Isso nos coloca o desafio de nos reinventar. Desafio de interagir e intervir nos processos para além de questões ideológicas, salvar vidas humanas, reagir a projetos contra vidas humanas, como o contra os Curdos, Palestinos e os refugiados. O FSM é uma forma de fazer redes, em 2003 tivemos mobilização contra guerra do Iraque, devemos usar essas estratégias.

 

Importância da existência do CI

Essa foi uma questão consensuada de que o CI deve continuar existindo. Não é para acabar com o CI, mas mudar e repensar a sua função. A questão é: a existência do CI será a partir de como está, ou uma coisa nova?

É importante existir um CI, não interessa uma discussão sobre um desmonte do CI. Precisamos dessa instância. Modificada, mas que serve para preservar um espaço importante para os movimentos sociais.

Não é a existência do CI que é questionada, mas as decisões que são tomadas.

 

Fazer a autocrítica do CI

O FSM é um processo político formado por atores coletivos políticos. Não são indivíduos, mas coletivos. Deve haver um espaço para que esses coletivos se reúnam e tracem suas agendas. E é necessário que haja uma dinâmica de coordenação do processo. O processo não é espontâneo, é preciso ter uma metodologia, com pauta, organização. O CI pode cumprir esse papel onde os atores coletivos se reúnam e um espaço que organize o processo, por que não tem feito isso? Porque se descolou do processo. O FSM continua acontecendo pelo mundo, não está se perguntando se precisa existir. Mas o CI se descolou desse processo. Nosso problema é menos sobre a existência do CI, mas sobre sua dinâmica em relação ao FSM. Esse debate sobre horizontalidade e representatividade é viva no FSM, mas não é viva no CI. A questão de ter dúvidas sobre a reunião ser fechada ou aberta é algo descolado da dinâmica do FSM. O CI precisa ser mais aberto. O CI precisa pegar o espírito do FSM, existe a dúvida se o CI tem capacidade de se reinventar, e vejo que o tempo político para que isso aconteça é o FSM do Canadá. 

Os FSM já tiveram em descenso, mas os dois últimos Fóruns de Túnis foram um revigoramento e alguns Fóruns Temáticos têm tido força. Na própria Tunísia, avaliamos que houve um revigoramento do movimento social local. Se o FSM não fosse tão importante, não teria tido uma disputa tão grande sobre a próxima realização do FSM.

Necessidade de reestruturar o próprio FSM.

 

Histórico CI

Brasileiros concluíram que para haver continuidade do FSM era necessário dividir a “batata quente” com outros países, por isso criou-se o CI, com o objetivo de dar continuidade internacional. CI de Miami que decidiu por criar as comissões. Processo de conhecimento e aprendizado.

 

Mobilização para o CI

O que mobiliza as pessoas a estarem aqui? O que torna o CI atraente? Fazer sentido para as pessoas permanecerem e se comprometerem. Depois de organizar os membros atuais a gente pensa estrutura, critérios. Se não vamos continuar chamando e ninguém vem. Faz sentido pra quem?

Enquanto não definirmos o funcionamento do CI não tem sentido chamar novos membros. Temos que saber: chamar novos membros para que?

Temos que voltar a trabalhar com quem compactuamos a existência do FSM e que considera o CI um espaço é importante e deve ser mantido

 

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Funcionamento e horizontalidade do CI:

Vamos continuar a trabalhar com esse princípio de horizontalidade? Vamos estabelecer hierarquias? Algumas às vezes as decisões são tomadas e ninguém sabe quem tomou. Nós devemos concordar que quem tomar as decisões nos reporte e explique a razão? Transparência, ter accountability, transparência com responsabilização.

 

Ninguém discorda do princípio da horizontalidade. Nem do princípio da transparência. Os princípio temos, o problema é a prática. Temos que aprofundar as práticas de horizontalidade e prestação de contas, de transparência.

Isso já gerou muitos mal-entendidos, muitas composições de mesa, por exemplo, eram escolhidas sem diálogo. Essa é uma questão prática, pois sempre tem membros mais ativos que outros, sobretudo os organizadores das atividades. Certas decisões não contemplam a participação de todo mundo, mas tem mais a ver com o processo do que a transparência. Uma solução é anunciar: os organizadores da reunião decidiram que tal pessoa vai coordenar a reunião. Mas, para além da transparência, é preciso ter confiança mútua.

Não tem discordância da importância da horizontalidade, o que não quer dizer que a organização não possa delegar responsabilidades, sobretudo para o CI se tornar mais prático. É importante ter espaços onde as decisões e políticas discutidas pelo CI possam ser mais encaminhativas.

A experiência nos chamados “novos movimentos sociais” oferece alguns princípios interessantes: é importante ressaltar que a horizontalidade é uma busca, por isso temos que ter a humildade de reconhecer que estamos nesse processo de busca. Sugestões de ferramentas: falamos com as mãos para demonstrar se estamos de acordo ou não, para medir a temperatura; para avançar em um debate, utilizamos isso como um sinal, dentre outras ferramentas.

A anarquia e o democratismo facilitam os mais fortes e não necessariamente favorecem a democracia. A horizontalidade é construída na dinâmica. Horizontalidade e transparência de quem com quem? Um problema nosso é a imaturidade de grupo. Por exemplo, o fato de alguém ter organizado a coordenação da mesa não é o problema, mas sim, se alguém não concordou com a composição e não se manifestou. A organização e a contestação devem fazer parte da dinâmica, que é o que ocorre no FSM e deveria contagiar o CI.

É muito importante o princípio da confiança mútua e com a possibilidade de questionamento, mas o problema maior é como somos vistos de fora. O CI é visto como um corpo estranho, de gente esquisita, que toma decisões que não são transparentes para fora. Essa transparência para fora, para o próprio conjunto do FSM, é que é fundamental. Transmitir as reuniões na internet foi importante e precisamos pensar em mais elementos.

Estamos carentes de mecanismos. Por exemplo, 100 mil pessoas chegam no FSM, mas muitas vezes sem ter contato antes com o CI, com as atividades programadas. As atividades são auto-programadas, mas a maioria que chega no FSM nem sabe disso. Se não sabem do mecanismo do FSM, não vão saber os mecanismos do CI.

O site histórico do FSM já não funciona há tempos, se nós, implicados no processo, não estamos fazendo essa conexão com as pessoas, trazendo a memória, elas não vão se envolver. Como fazer isso?

Estamos, com o FSM, nos reeducando para uma democracia real e uma horizontalidade, que não é o funcionamento da nossa sociedade, que é piramidal e autoritária. Por isso, temos que considerar essa nossa dificuldade também, de reeducação e lançar algo incomum para a sociedade.

Como será o CI? Falamos de um pacto, de lutas, de movimentos sociais. E a partir desse pacto que discutiremos o “com quem” precisamos dialogar.

Comissões pararam de funcionar, se “desmilinguiram”, do jeito que estava não dava pra continuar.

Em vez de dizer que o CI está esvaziado, precisamos reativar GTs e buscar novas formas, pensar positivamente, para buscar soluções.

Na transição pensar para o processo do FSM ferramentas de comunicação, reuniões abertas. Se fazemos uma reunião sobre a facilitação dos processos, que outros atores possam contribuir em presença ou distância. Grupo de trabalho aberto, com mandato e tarefas, sem barreiras.

 

Questões: a falta de transparência não só interna, mas externa. Podemos encontrar simples mecanismos para solucionar isso? Qual o problema que foi mencionado e quais as soluções que devem ser tomadas? Podemos buscar esse mecanismo agora. Essa pode ser uma decisão a ser tomada agora.

 

Propostas:

- Para criar confiança mútua é preciso cooperar nas tarefas práticas, pois gera familiaridade e solidariedade entre as pessoas. Pôr na mesa a questão das tarefas. Falamos de decisão, mas não falamos de tarefa. O CI tem tarefas e precisamos discuti-las.

- O site tem que servir de mecanismo sobre o funcionamento do processo. Por exemplo, no próximo FSM, é preciso pensar num site para informar o processo com que as coisas estão sendo feitas.

- Dar prioridade a comunicação como ferramenta, principalmente de reuniões/participação à distância

- Precisamos melhorar nossa comunicação interna, enfrentar esse desafio da comunicação e transparência.

- Fazer uma lista de pessoas que querem contribuir e dar tarefas.

 

Encaminhamentos:

- O CI precisa de formas mais tecnológicas de articulação como videoconferências. Formar um grupo de trabalho que comece a colocar em ação esse tipo de proposta.

- Está colocado ao CI a horizontalidade como processo e busca de transparência. Não logramos definir quais os mecanismos de comunicação e de prestação de contas.

- Consenso sobre a absoluta importância da existência de um órgão como a secretaria executiva, responsável pela parte técnica. O CI é a instância de papel político. Mas não discutimos quais seriam as características dessa secretaria executiva. Vai revezar a cada organização do FSM, ou permanece em um lugar e estabelecemos mecanismos da relação com o CI (órgão político)?

- Como vamos assumir as tarefas? Precisamos discutir isso nesse momento de transição. Pensar em GTs que podem responder às tarefas necessárias.

- A composição do CI. Há consenso claro que necessitamos novos movimentos, novos atores/as sociais no CI. Temos que discutir a forma/como trazê-los, que mecanismos para começar ampliar esse conselho com novas vozes que oxigenarão e dinamizarão.

E também como recuperar as presenças que estiveram ativas esses anos no CI, e que saíram, como membros da região asiática e a africana.

- Discutir a qualidade dos associados. Ha uma proposta que temos que discutir sobre os papéis dos membros e observadores.

 

Podemos resumir em 3 temas: 1 democratização do CI, quais são os mecanismos de prestação de contas e transparência;  2 papel da secretaria executiva; 3 quais são os avanços possíveis que podemos fazer na politização do CI.

 

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Composição CI

 

Composição do CI, a mesma composição de quando começamos ha 15 anos atrás (organizações e movimentos, observadores, titulares);

Respostas aos questionários levantaram dúvidas se alguns membros vão continuar trabalhando comprometidos com o FSM.

No CI não há a presença de membros do FMML. Precisamos de mecanismos de mesurar as atividades e discussões do processo do FSM nas várias regiões. Pessoas estão discutindo FSM a todo momento e não estão aqui neste momento. Comissões poderiam iniciar processo de construir mecanismos permanentes de ingresso no CI.

Poderíamos antecipar a reflexão com novas organizações sobre carta de princípios, agendas de lutas, papel do CI, eixos temáticos das edições, metodologias, definição do papel do CI, agendas internacionais sendo tratadas, e isso ser um chamamento das organizações a participarem do processo. Pessoa que atuem e façam de fato uma interlocução, intelectuais que façam a ponte com o movimento sindical e FSM. Trabalhem eixos de forma permanente no CI e que chamem organizações para se envolver no processo.

O CI é composto por organizações que precisam renovar o acordo, a carta de princípios, o titular e o suplente. Temos um número grande de membros que não participam e não sabem o que está acontecendo. Precisamos reafirmar na carta de princípios que são organizações que fazem parte, e são convidadas a fazer parte.

As organizações ativas do CI tem relação com organizações importantes que tem representações em redes, como a Via Campesina, podemos falar com eles. E pensar formas de tecer redes e continuar com o processo.

 

Mapeamento das organizações e lutas

O CI está distante das dinâmicas dos Fóruns. Para poder repensar a questão da composição vamos ter que nos aproximar das dinâmicas dos fóruns e dos movimentos sociais. O que é representativo das lutas pelo mundo? Devemos refazer um mapeamento das organizações, de sua representatividade temática e regional, de rede, capacidade de articulação, o que cada organização articula com outros movimentos e redes, e qual sua contribuição.

 

Evasão de membros

A questão não é só quem não está no Fórum, claro que a inclusão sempre foi alvo da nossa atenção, mas sim os movimentos que saíram do FSM. Muitos que saíram desse espaço importante de articulação dos movimentos.

 

Reorganização da lista de membros

Temos uma lista de membros, mas ninguém sabe quem é membro ativo. Todos os membros têm substitutos, temos 40 pessoas ativas no CI, os outros são pessoas que mudaram de organização e as organizações não recebem nossas informações. As instituições devem referendar pessoas para participar do CI, precisam se envolver, para que não se esvazie.

 

Propostas

Formar um grupo responsável por organizar a lista de membros e:

- Rever as listas, quem de fato faz parte/está ativo na lista.

- Reavaliar o engajamento e compromisso das organizações com o processo do CI, solicitar cada organização o compromisso para reafirmar sua participação no FSM.

- Quem cuida do banco de dados do site tem que atualziar/limpar a lista

- Enviar carta às organizações com a pergunta: você tem interesse em continuar no CI? Eliminamos quem não está.

- tirar encarregados de tecer redes nos diferentes países, nos distintos fóruns (anti-nuclear, transgênicos etc.) que existem nos países e regiões, fazer a interlocução. Fortalecer o processo como elemento de luta.

- Ver quem entra. Existem 13 organizações que esperam ser aceitas (depois se disse o número de 6 organizações pendentes), vamos aceitar? Avançar?

- Participação da juventude nos FSM e no CI. Que este espaço tenha mais capacidade de congregar organizações de juventude, só tem o CLAE.

- Importância da participação dos movimentos sindicais

- Não pode ter entidades nacionais, mas internacionais e redes.

 

Reordenar os membros já existentes. 2 propostas:

  • 3 categorias:  fundadores, membros históricos do FSM; organizações dos fóruns regionais que tem uma certa permanência e atuam no processo (aproximar os fóruns regionais para pertencerem ao CI); novos movimentos/sujeitos  e atores, há certa indefinição de como chama-los.

  • Dentro do nível de engajamento pensar 3 categorias: membros ativos (mão na massa); associados atuando de forma regular; observadores.

 

 

Pessoas dos Fóruns regionais e temáticos estão trabalhando em várias partes do mundo, precisamos integrar e para isso precisa de uma um equipe que trabalhe essas questões.

 

Mecanismos de comprometimento

- Taxa de associação simbólica auxiliaria para demonstrar o status legal de membro.

- Assim como nos movimentos sociais, se faltar em 4 reuniões sem justificar está fora, para ter compromisso.

 

Critérios novos membros

Ao chamar as organizações que já manifestaram interesse em fazer parte do CI terão outras interessadas em participar, quais ao ser os critérios para entrar?  Temos uma posição, um lado, se organizações tentam se integrar e historicamente fazem parte do outro lado (ideológico) o que fazer, vamos permitir?

O CI não pode ser uma representação individual, tem que ser representação de organização;

 

 

Dissenso: Falamos de renovação do FSM como se fosse um momento assenso do FSM, mas o momento é o contrário: diversas organizações importantes que ocuparam posições importantes do FSM não estão mais interessadas em fazer parte do processo. O que atrai as pessoas para voltarem? Precisa ser renovado, reforçado, reenergizado. Em um momento que os militantes estão muito engajados na agenda nacional de luta, que tem sido muito exigente, o que motivaria hoje as organizações definirem um titular, suplente, pagar passagem para participar do CI.

Temos que focar no processo de transição, formas de participação, diálogos abertos, num processo de sedução e convencimento para que mais organizações participem. Mais do que definir normas rígidas de funcionamento.

Importante ter ideia real de quem são os membros que efetivamente estão participando e sempre convidar os fóruns regionais ativos que estão mobilizados a participar, e pensar um processo de transição que vai abrindo um diálogo com novos movimentos, processos de fortalecimento no processo de transição, que abra, seduza, envolva mais pessoas no processo do FSM e CI.

 

Contraposição ao dissenso: Já iniciamos um processo de transição, e todo processo precisa de norma/regras para funcionar, já podemos começar adotar.

A lista de membros é de 150 organizações, mais da metade não participa. Estamos perdendo tempo discutindo questões práticas, precisamos concluir esse ato de reflexão uma vez mais para fazer o trabalho político. Facilitar um processo, temos que estar mais concretos, regras sinceras e claras para o funcionamento democrático e claro para o CI. E nesse período de transição vamos convidar novos membros, o que fazer com candidaturas pendentes questões práticas que precisam de decisão.

 

 

Proposta:

- resgatar lista de membros, que seja reenviada a todos nós, e pensar como reativar o vínculo com a organização que se afastou e entender por que deixaram de participar. Depois fazer uma varredura.

- redigir uma carta explicar o que é a participação no CI a todas as organizações que fazem parte do CI e àquelas que querem fazer parte. Isso nos obriga a dizer o que queremos hoje, no máximo duas páginas, voltar a solicitar que cada movimento social e organização declare que quer participar e qual seu papel no processo do FSM.

Será uma oportunidade para cada organização definir em qual categoria de membro interessa ser (ativo, observador ou associado), para ser membro ativo tem que estar presente nas reuniões ou justificar, e contribuir por meio de uma cotização financeira ou trabalho voluntário que a organização possa doar para o FSM, para que dinheiro não seja um fator excludente. Há membros ativos que não querem se associar, mas querem participar, há membros do CI que não querem mais ser membros (Gus escreve a carta). Carta que explique momento transição, processo recém começado, que diga onde queremos chegar.

 

- Fazer Fórum de solidariedade e trazer aqueles que estão ativos construindo os fóruns regionais e temáticos, e assim fazer o CI ter relação com o Fórum real.

 

Síntese

 Carta de princípios é o instrumento fundamental para que os neoliberais não entrem. Importante, a representação não é individual, mas coletiva, de organizações. A carta aos membros que não estão participando, já fizemos mais de uma vez, não funcionou. Fundamental qualificar a lista, tarefa fundamental. Precisamos pensar mecanismos, a carta com a ideia e reflexão do que significa a transição. Pensar mecanismos para envolver movimentos.

Contribuição financeira, esforço de pensar quais são os possíveis mecanismos para isso. Contribuição dos membros para o funcionamento da secretaria executiva, além de irreal come o fundo de solidariedade internacional que é o mais importante para assegurar participação.

 

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Papel CI/processo de transição

Pensar qual seria o papel do CI em acompanhar os processos do FSM e como podemos trabalhar de maneira mais eficaz. É fundamental o processo do FSM emanar uma mensagem política, e o papel do CI é facilitar essa transmissão. O FSM nasceu contra o pensamento único neoliberal. Temos que lutar contra o que nos divide, o medo, que fragmenta as sociedades, os movimentos, de certa forma conseguiram nos dividir, e esse é o cenário do CI hoje. Com a perda de hegemonia eles se tornam mais agressivos, não podemos deixar os reacionários terem monopólio, precisamos nos articular internacionalmente, a metodologia do FSM é uma excelente ferramenta para permitir encontro dos movimentos, das gerações, e o desafio é construir visões comuns. Precisamos pensar como trazer os movimentos, sem impor nossas pauta e fazer o link com a solidariedade internacional.

 

Necessidade de transformações profundas (antes de repensar  a recomposição do CI)

Estamos diante de profundas transformações no mundo e no FSM, o CI está num processo de fragilização real; diversas coisas deixaram de ser realizadas porque não funcionavam mais, como as comissões. Propostas que fazemos está aquém dos desafios, para pensar na recomposição do CI, temos que pensar nos reais desafios. Não vamos incluir jovens no CI se continuarmos trabalhando com essas mesmas metodologias, precisamos de transformações mais profundas. E repensar a composição do CI, a depender da decisão, pode trazer consequências completamente diferentes.

 

Há 3 elementos: os Fóruns Socais como reuniões de diversidade e articulação de diferentes membros; o CI aquele que da apoio político aos processos do Fórum; a secretaria que da apoio técnico a esses acontecimentos.

A partir disso como vamos pensar a recomposição do CI e do secretariado executivo, a atração dos antigos que estão afastados, atração de novos. Ferramenta de comunicação, a lista de contatos que deve se atualizar, trabalho de todos os dias, de contato, tudo isso é fundamental.

Na reflexão sobre transição, ideia de atrair novos e antigos, não podemos deixar de lado. Fazer um CI 2.0 participação à distancia, porque muitas vezes não se tem dinheiro, é possível formalizar a ferramenta de participação virtual, que possa alimentar os grupos. Enviar a pauta, modo de funcionamento, vai ajudar os objetivos que estamos definindo, atrair. Impacto interessante na composição do CI.

 

O FSM nasceu de uma profunda generosidade para um mundo justo não desigual, democrático e ambientalmente sustentável, é para isso que existe. Democracia é metodologia de resolver conflito entre os que não se confia. Permite construir caminho onde todos se sintam incluídos. O CI não se amplia por uma questão de medo da ampliação do processos. A cada reunião o CI está decidindo quem ta dentro e quem ta fora, qual a composição. A não ampliação do CI é o que esta afastando o FSM das lutas la fora, da real dinâmica de lutas, estamos nos boicotando e perdendo capacidade de contribuir num processo que está vivo la fora. As lutas anti capitalistas e anti imperialistas.

O FSM é processo de atores coletivos, tem que ter um espaço onde esses atores conversem entre si, o CI é esse espaço. O que esse espaço decidir é legítimo, definir as alianças estratégicas, fazer fóruns regionais, temáticos e mundiais que reúnam esse processo.  Quem deve estar no CI são os atores que estão no processo do FSM, não existe outro ator legitimo, se não, não está a serviço da estratégia.

É legitimo e desejável que as organizações que historicamente estejam nesse CI transitório, como processo de transição.

Algumas atividades nos FSM são muito importantes para os associados, como campanha para aqueles que precisam de proteção, os vulneráveis. Temos que dar proteção, campanha contra racismo, preconceito religioso, sexual, pelos direitos das mulheres que vivem sob exploração, contra exploração infantil, pela educação, liberdade de ir e vir, acesso a alimentos, cuidados médicos, imigrante.

Insistir que somos um processo e não um evento, mas estamos ainda distantes.

Quando dizemos que estamos vinculados as lutas, queremos estar a serviço da luta ou do FSM? OU estando a serviço do Fórum se está a serviço das lutas?

Para essa fase de transição propomos a todos os membros do CI: a tendência do CI (para onde quer ir), e partir para o concreto: composição; função/objetivo do CI; como atuar na próxima etapa.

 

Na democracia nós confiamos nas regras. Medo de trazer outros sujeitos com medo de como eles vão pensar o FSM, construir novos sujeitos, com talvez novos consensos

 

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Financiamento

Sempre houve fundo de solidariedade para ajudar pessoas do sul. Recentemente americanos não tem dinheiro para vir, não são do sul, mas não tem como vir.

Antes Oxfam internacional nos ajudava, tínhamos fundos, precisamos levantar fundos para o secretariado, para fazer site e ter um gestor do banco de dados.

Sobre não participar por não ter acesso a recurso, a capacidade de se fazer representar é uma demonstração de organização.

 

Síntese 5 pontos:

- sobre os membros do CI duas proposta: a que já existe (participantes, observadores, ativos e não ativos), e outra que fala mais de 1 fundadores, 2 novos, 3 atores regionais - não temos acordo.

- Necessidade de revisar a coposição, foi proposto: avaliação, limpeza da lista - há consenso.

- Como entrar novas vozes no CI. Tramitar solicitações pendentes, novos critérios, outros movimentos e novos, comitês que estão trabalhando em Fóruns temáticos e regionais. Temos que definir os critérios para avançar.

- Questões mais operativas/práticas:  avançar regras e procedimentos de funcionamento do CI, processo de reestruturação, comissões, grupos de trabalho, para que e quais as tarefas, se da muita ênfase na tarefa do GT comunicação para se tornar mais dinâmico.

- Temas pendentes: financiamento, fundo de solidariedade, secretaria executiva, reuniões. Como avançar?

 

Propostas de encaminhamento:

- acrescentar na parte dos critérios de membros do CI: novos movimentos, organizações de juventude, históricos, fóruns regionais e temáticos.

- Critérios para entrar no CI e de funcionamento: aderir a carta de princípios; estar presente nas reuniões e justificar ausência; contribuir aos meios, financeiros ou assumir tarefas; não basta estar na lista há 3 anos para entrar, a atuação comprometida com a construção de um outro mundo possível, aprovação por consenso

- Precisamos de um prazo para o processo de mudança, estamos em transição, mas temos que atuar.

- Formar um grupo que vai pegar as respostas desse seminário e organizar, esse processo de transição tem um tempo. Nunca o CI fez uma reunião sobre si de revisão. Nova etapa na participação virtual quando o grupo fizer uma análise. O que é consenso o que precisa aprofundar. Nós precisamos responder virtualmente, compromisso, reagir rapidamente.

- Talvez uma mudança de nome? Ou clarificar o que é o conselho, pode ser um grupo de mobilização, pode significar uma nova etapa, novas regras, o fim do processo de transição será no Canadá.

- GT reestruturação continuar fazer apuramento, trabalhar a síntese, trabalho que avança.

- Lista de organizações sistematizadas circule entre membro do conselho, que se de um tempo para uma resposta para a atual secretaria.

- Carta enviada sobre a transição perguntando se membros aderem o processo.

- Novos membros, critérios anteriores, já existiam. Chamar participantes dos Fóruns temáticos e regionais, envolvimento no CI, tempo para conversar e com eles definir regras de participação desses atores com eles. Necessário um GT para isso.

- proposta de criação de uma comissão que analisaria organizações membro.

- analisar atuação das organizações que gostariam de estar o CI, que saíram do processo por causa de o CI ser fechado.

- Que façamos reunião do CI em Porto Alegre para dar sequencia ao processo, e chegar no Canadá com avanços.

- Necessário que mecanismos de circulação da informação funcionem, porque devemos receber as informações.

- O GT de reestruturação segue cuidando dos caminhos para o CI ampliar até a próxima reunião. Quando será necessário analisar, aprovar ou rejeitar solicitações pendentes e buscar o caminho para novas organizações entrarem.

 

Discordância sobre quando decisões devem ser tomadas:

- Proposta que a decisão final seja no CI no Canadá mundial. Vamos fazendo outras reuniões e avançando no diálogo, podemos fazer reunião preparatória para aprofundar o debate (POA ou Canadá) e elemento para ir acumulando no sentido de poder deliberar em agosto.

Como vamos convidar fóruns novos, é preciso refletir com eles sobre como seria a participação representação deles. Algo novo.

- Discordância de que a decisão final seja no FSM. É um FSM de difícil acesso (recurso, visto), proposta: fazer uma reunião do CI em janeiro no FST 15 anos em POA com propósito deliberativo, trabalhar no processo até lá. Não deixar esfriar a discussão. Importante trazer os movimentos sociais.

Proposta:

- começar a partir da próxima reunião (FST POA) aceitar novos membros.

Estamos trabalhando para ter recurso para ter uma boa representação em POA, é um FST 15 anos. Não devemos esperar mais um ano para decidir.

 - Grupo de trabalho de reestruturação que siga e vá se fortalecendo.

 

Síntese das ideias apresentadas e tentativas de construção de consensos, sínteses e encaminhamentos.

- Continua existindo CI

- Importância da ampliação do CI

- Envio de uma carta a todos os membros do CI com introdução falando da reestruturação em curso e chamamento para reintegrar ao processo

- Deve haver horizontalidade no funcionamento do CI

- Que as decisões sejam por consenso

- Passaremos a usar videoconferência

- Não alteraremos, nesse momento, a carta de princípios.

- As representações do CI são de organizações e movimentos e não de indivíduos

- O GT segue atuando e produzirá um documento síntese dos encaminhamentos tomados para apresentar na próxima reunião do CI

 

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Critérios de associação

Debate sobre critérios em relação aos pedidos já feitos antes. Questão da dificuldade de avaliar as solicitações pendentes com os critérios novos, mas que podem valer para as futuras solicitações. Debate sobre a solução.

Antes a comissão de ampliação avaliava organizações solicitantes para ver se cumpriam os critérios demandados. E nas reuniões dos conselhos se discutia em consensos. Quando as comissões se desfizeram, se desfez as instâncias que operavam esse processo e, no meio do caminho, alguns pedidos ficaram perdidos.

 

 

Propostas:

- convidar organizações pendentes que solicitaram associação para a próxima reunião do CI, se discutam os critérios e aprovem na própria reunião do CI.

- secretaria avalia com os critérios antigos as colicitações que cumprem os critérios e sugerir na lista de emails do CI. Se houver divergência, não entra automaticamente. Se atender aos critérios e tiver convergência, já viram membros a partir de agora.

Discordância

- Se a gente está em vias de rever os critérios, não vejo sentido aprovar com os critérios antigos.

 

Não há consenso, então, como foi encaminhado, levamos essa pauta para a próxima reunião.

Temos que ser mais honestos. Da mesma forma como nós não conseguimos resolver na Tunísia, está acontecendo agora. O que a gente não está querendo colocar? Porque a maioria dos inscritos atendem até os novos critérios que iremos fazer. Acho justo que quem solicitou no tempo, seja visto no tempo. E quem for novo, seja visto no novo. Temos que parar de inviabilizar as coisas.

 

Proposta:

- se avança com o trabalho da Secretaria desde agora e se aprova na próxima reunião.

- Hamouda encaminha as solicitações, a Secretaria aponta os critérios, a gente vai avaliando e na próxima reunião se define – as novas organizações serão convidadas e formalmente aceitas.

 

Discordância

- Foi dito que não teria veto, mas agora tinha uma posição para uma decisão e se bloqueia quando se pretende abrir para mais gente. Isso é politicamente é equivocado.

- Manipulação da fala das pessoas.

 

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Encaminhamentos para a próxima reunião do CI:

- Pauta para o próximo encontro: dar prioridade à confirmação de entrada nos novos membros

- Instrumentos para garantir a horizontalidade

- Definir papel da Secretaria Executiva

- Formato e organização da próxima reunião do CI

- Discutir a Comunicação do FSM

- Enviar carta para os membros dizendo que está um processo de reestruturação e ver quem tem interesse de continuar. E outra carta para enviar com novos critérios, para ver quem tem interesse de entrar.

 

Novas pautas:

- Próxima reunião do CI no Fórum de Porto Alegre

- As reuniões serão avisadas com antecedência para que possam acompanhar virtualmente

 

Proposta: que os movimentos do Fórum Mundial de Mídia Livre participem do processo de comunicação para o FSM, que elabore uma proposta de comunicação para o Fórum.

 

Pendentes:

- FECOC preenche critérios antigos e novos.

- No CI do México em 2012, havia submetido a solicitação da Rede contra a Extrema-Direita

 

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Os próximos eventos do FSM

 

Fórum Social de POA

Mauri apresenta o Fórum Social de Porto Alegre (PPT anexo):

Comitê organizador do FST sobre os 15 anos do FSM em Porto Alegre. Ocorre do dia 19 a 23 de janeiro de 2016 sob o tema "Balanço, desafios e perspectivas na luta por outro mundo possível". A Caminhada de abertura é Pela Paz, Justiça Social e Ambiental no dia 19/01/2016, as 15h00 no Largo Glênio Peres.

Há uma grande mobilização ocorrendo com as organizações e movimentos sociais de Porto Alegre para que seja um momento significante de rearticulação para o projeto do FSM.

O Fórum é temático e se propõe a fazer o balanço, mas não é o único a fazer o balanço.

Desde o FSM da Tunísia estamos divulgando do jeito que é possível. Estamos convidando, e quem puder vir está convidado.

Não estamos propondo uma metodologia de balanço, mas um espaço para que os movimentos que estão no processo façam o balanço.

 

Perguntas/sugestões:

- Os secretariados de cada FSM realizado vão apresentar um balanço?

- As mesas da tarde são coorganizadas ou auto-organizadas?

- Vão homenagear Saramago e Eduardo Galeano, mas não têm mulheres. Sugiro homenagear Julieta Kirkwood (feminista chilena).

- Será nacional, latinoamericano ou global? Ninguém sabe disso na Europa.

 

Mauri: é um Fórum temático, com a intenção de debater o FSM, o balanço, a memória. A sugestão de que os comitês organizadores do Fórum possam se reunir é muito bem-vinda. Mas o Comitê do FST não está organizando o balanço, mas abrindo o espaço para que quem quiser ir fazer esse balanço.

Não estamos organizando atividades de convergência. Estamos convidando redes e movimentos para propor atividades de convergência. Qualquer rede vai poder propor uma atividade. Estamos convidando para que enviem as propostas de atividades.

proposta: que a redução da maioridade penal seja norteador no acampamento da juventude.

 

FSM no Canadá:

Comitê organizador do FSM 2016 em Montreal - 9 a 14 de agosto 2016 (Carminda e Rafael) – ppt em anexo

 

Em Montreal há um coletivo, 260 organizações, estão buscando mais apoio das organizações.  Foi feita parceria com 4 grandes universidades, 2 francesas, 2 inglesas, estão em processo de negociação do centro da cidade Montreal com o prefeito que apoia o evento, queremos construir 5km, como em POA, redondezas da cidade, m contato com governo do Québec para ter apoio para os vistos e financeiro, parceria para os quartos universitários e para o acampamento.

Ocorreu em agosto um seminário da metodologia, se elegeram eixos temáticos,mas ainda se pode contribuir. Site implementado, o processo está caminhando, existem comitês temáticos.

Fizeram uma campanha pela mobilidade internacional, para a questão do visto e financeiro. Construíram carta de solidariedade internacional contra discriminação, em especial no caso dos refugiados. Criou-se apoio/equipe técnico sobre os vistos.

Fundo de solidariedade, implantar estratégia de financiamento solidário para favorecer aqueles que querem participar e não têm meios. Nova forma de financiamento, falar com organizações, grupos que tradicionalmente financiam.

 

Será possível organizar reuniões fora do Canadá, o site vai inscrever.

 

Foi recém lançado o site https://fsm2016.org e já está aberto para inscrições. Teremos um modelo de rede social semelhante ao Facebook, com possibilidade formação de grupos. Inscrição de pessoas e organizações a partir de dezembro e de atividades após o FST de Porto Alegre. Inscrição de atividades: 20 dólares canadenses. Haverão inscrições solidárias.

 

Temos um coletivo de formação, que se reúne semanalmente há 2 anos e tenta solucionar todos os desafios de organização. São 8 grupos de trabalho. Cada GT tem equipes, são mais de 50, cada uma com tarefas específicas.

Pedimos a vocês que se comprometam a trabalhar na programação do Fórum, participando dos Comitês. A ideia é mobilizar organizações para formar comitês em diversos espaços do mundo. São livres para apresentar.

Sobre o Fórum de Midia Livre, conectamos os grupos canadenses e estrangeiros que trabalham com esse tema.

 

Explica a programação (ver slide).

Nas assembleias de convergências vamos tentar responder com ações. Essa é nossa metodologia, voltada para convergência em busca de ação. Essa é uma crítica aos outros FSM, muitos debates e poucas conclusões e ações.

É o primeiro FSM no Norte, por isso é um grande desafio explicar ao público o seu significado. Muitas pessoas que nunca ouviram falar. Ele precisa ser difundido na imprensa, mas é preciso também divulgar antes, para iniciar um grande público nesse tipo de manifestação.

Vamos pensar em momentos informais, de convergência e reuniões. Estamos buscando a horizontalidade nas grandes conferências. Nossa perspectiva é que não participem só pessoas renomadas, mas pessoas que possuam iniciativas “iluminadoras”.

Apresenta uma relação com 12 temas, propostos no seminário realizado em outubro de 2015. Em cada tema, um leque de outros temas. No entanto, está aberto a contribuições até dezembro.

 

Campanha para mobilização internacional:

Temos uma carta de opinião para sensibilizar e as organizações de vocês também podem assinar.

Precisamos sensibilizar o governo para essa mobilização.

Estamos pedindo para que o governo facilite a burocracia para os vistos de participação no FSM.

Os brasileiros não precisarão de visto pra entrar no Canadá – se já entrou nos EUA ou Canadá antes. Em alguns outros países da America Latina também.

Temos campanha para o fundo de solidariedade. Temos uma decisão política para tomar, quem terá o poder de distribuição do dinheiro. Vamos pedir que os doadores indiquem quais grupos eles querem financiar. Vão trabalhar com rede social.

 

Dependemos de vocês para mobilizar, construir pontes. E queremos reafirmar o desejo de colaborar com os tunisianos, marroquinos, o secretariado e com todos os outros Fóruns.

 

www.fsm2016.org

www.facebook.com/fsm2016quebecwsf

 

Perguntas/contribuições:

- Qual a relação com o Fórum dos EUA? Qual a relação com o Fórum dos Povos? Gostaria de ver a relação dos temas com mais detalhes, mais explicativo, mais amplo. Também me interessa ver a discussão do patriarcado, questão de gênero. Como está a relação dos movimentos sociais com o Fórum?

-  Teve um Fórum no Quebec e todo mundo tava defasado, procurava salas, estavam perdidos, com muitos lugares, não achavam a programação, era um labirinto. É uma questão do espaço, da universidade do Quebec. Vocês pensaram num lugar que tenham salas acessíveis para todo mundo? Ou farão a gente circular de um lado ao outro? Quando a gente recebe a nota conceitual e agora, com a apresentação de vocês, nós precisamos de uma mensagem... a mensagem tem que ser “primeiro FSM do hemisfério norte”... “justiça social”... enfim, precisa de um tema que mobilize. No Canadá, agora, tem o movimento ligado aos minérios; austeridade; e meio ambiente. Então, precisamos dar essa mensagem. Nós falamos da questão da discriminação e xenofobia e também precisa dar essa mensagem. Não vamos esperar o mês de abril. Não podemos ter medo dos textos políticos. Podemos dizer nossa opinião e isso mobiliza mais pessoas. A questão dos vistos se resolvem facilmente. Não é mais questão das embaixadas, mas das agencias. A questão da inovação, que vocês fizeram, precisa lembrar que há pessoas do comitê do fundo de solidariedade é para ajudar o Conselho a convidar pessoas importantes do mundo inteiro a ir.

Acho muito 7 dias de Fórum. Vocês vão ter energia para dar conta de 7 dias de Fórum? E as pessoas, com 7 dias de atividades, de hospedagens. Não é melhor reduzir os dias?

 

- Me preocupa a listagem dos temas. Gostaria que se tratem, por exemplo, a questão do NAFTA, do tratado de Livre Comércio, causas estruturais da crise climática; dívidas; dos tratados com a Europa. Esses temas não podem ficar de fora. Me incomoda algumas palavras “governança”, por exemplo, que nós não usamos, nos movimentos do Sul.

- Concordo que são muitos eixos temáticos e dá a impressão de que alguns atores estratégicos não participaram do processo de construção. “Governança da humanidade”, por exemplo. Concorda que 7 dias é muito. Precisava pensar numa dinâmica melhor da participação do CI na construção do Fórum. No Brasil organizamos vários e os melhores foram os que tiveram a participação sistemática do CI. Com a participação nos seminários de construção, para ter um processo preparatório mais denso. É nossa responsabilidade como CI, para participar mais ativamente nesse processo. Acho difícil participar só virtualmente. Poderíamos pensar em duas reuniões, que mobilizasse recursos e pessoas para participar dessa construção, de seminários.

-  Nós da Aliança Internacional reivindicamos de eixos que falem dos sem-teto e da questão de moradia.

- Tenho a sensação de que nesses 12 eixos não está claro o inimigo. Não podemos falar de meio ambiente sem falar de extrativismo, no país onde tem 60% das empresas minerados. Não é a prevenção de conflitos, é a guerra. Talvez seja só uma questão de formulação. Mas seria interessante que nesse Fórum, que será realizado no Norte, se fale dessa fronteira eterna de Norte e Sul. Seria importante fazer essa reunião para que todas as pessoas que estiveram nos fóruns anteriores os ajudem a formular propostas para que dê clareza a esses conflitos.

- Tem um problema fundamental, talvez pela realização de um FSM logo depois de outro. Ficou parecendo que a responsabilidade dos eixos e metodologia ficou para o comitê organizador local, mas é uma responsabilidade do CI. E nós não assumimos essa tarefa com vocês e vocês entenderam que organizar o Fórum era pensar a metodologia, o processo, etc. Precisamos corrigir isso com urgência. Vamos tentar esticar esse prazo de questões fundamentais (escolha dos temas, etc.) até Porto Alegre. Esse é reflexo da paralisia que o CI enfrentou.

Realizaremos grupos para pensar cada eixo, discutir até as palavras usadas. “Prevenção de conflitos”: com certeza a Palestina não entra nesse debate, pois lá não tem conflito, tem massacre. Essas contribuições quem tem que dar são os movimentos e vocês acabaram trabalhando sozinhos. O CI tem assumir essa responsabilidade, aproveitando toda essa base que vocês já construíram.

- As traduções simultâneas? Já pensaram?

 

- eu não ouvi falar do Jornal do FSM. Sempre houve um jornal, suporte de papel. Vocês pensaram nisso? Outra coisa que me chamou a atenção foi a assinatura de um relator da ONU. A ONU vai participar do processo de construção do FSM? Pra mim isso é uma questão política relevante.

- A mobilização, sobretudo desde o sul não vai ser fácil. E há uma indisponibilidade das redes do México, assim como América Central. Valeria à pena fazer um esforço grande para que esses países sejam incluídos na mobilização.

 

Respostas de Carminda e Rafael (FSM Canadá):

Vocês trouxeram uma série de questões que vocês podem nos ajudar a construir juntos.

- Links com os fóruns dos EUA. Eu fiz esse link lá. Estivemos no Fórum da Filadelfia, com um conjunto de pessoas do comitê de Montreal. Definimos estratégias e técnicas. Também do Fórum de Nova York, eles vão fazer uma cerimônia de abertura em Montreal.

- Temos necessidade de mobilizar América Central e México.

- Quanto aos eixos temáticos, não é a organização que definiu. Convocamos o seminário internacional; também convidamos vocês do CI, alguns foram e participaram à distância. Em Quebec, muitos movimentos participaram desse encontro. Foram durante dois dias de Seminário. Esses eixos são títulos. Nós vamos racionalizar essas palavras. Vamos falar da questão do livre comércio, vamos entrar no que chamamos de trabalho digno. Ainda não redigimos e começamos esse trabalho colaborativo. Mas temos necessidade de sintetizar esse documento, traduzir e enviar pra vocês, no mês que vem, para comentarem, sugerirem. Nós temos muitos eixos? Nós tínhamos muito mais que isso. Tiramos alguns. O problema não é reduzir, mas achar os temas fundamentais e a nomenclatura certa. Vamos realizar um seminário e gostaríamos que vocês pelo menos participem virtualmente, para ajudar na formulação dos temas.

- Sobre os 7 dias... Na prática serão 3 dias de trabalho, outros momentos serão de montagem, confraternização.

- Sobre a carta de opinião, o professor que assinou... é uma assinatura individual, não significa que a ONU irá participar. Se o papa quiser assinar, eu vou ficar feliz. É individual.

- Sobre a participação do CI no processo... nós “queremos é mais”. Desde o final do FSM de Túnis estamos trabalhando, no tempo que nos sobra, temos que achar os meios de articular as coisas.

- Nós, coletivo de organização do FSM em Montreal, temos autoridade para assinar textos políticos? Se o CI diz que a gente pode assinar, ok.

Hamouda: em todos os fóruns, os organizadores fizeram cartas políticas para mobilizar os movimentos. Nós temos que ter uma mensagem... nós vamos denunciar a questão do NAFTA, vamos atacar as mineradoras, etc. Temos que procurar as pessoas com uma mensagem forte. Precisamos de uma carta política, que sai do comitê organizador.

- Temos estado presente em todas as reuniões de expansão, em Quebec. Organizado atividades de convergência entre os fóruns. Organizamos 12 atividades nos fóruns dos povos. Estamos ativos no Fórum Social dos Povos.

- Estamos avisando a todas as agencias, incluindo os pontos onde se pedem os vistos. Assim, todas as fronteiras serão avisadas que teremos o Fórum em agosto de 2016. Nessa questão, estamos avançando.

- No momento, está prevista uma programação exaustiva. E vamos ver com a equipe do Fórum de Midia Livre, para que se tenha um sistema de informação para facilitar a localização das salas de atividades, da escolha dos temas, etc.

- Nesse momento, temos mais de 200 grupos que nos apoiam, de centrais sindicais, movimentos sociais, etc. O trabalho está avançando e será contínuo até o Fórum. Temos 6 pessoas permanentemente trabalhando com a mobilização, tanto em nível local, quanto global. Estamos orgulhosas dos caminhos que estamos traçando no momento.

- Teremos um mapa claro para facilitar a mobilidade no local.

- O crownfunding será uma opção para fundo de solidariedade; estamos pensando em outras para ajudar a trazer pessoas de fora.

- Estamos experimentando o processo de participação estendida nesse seminário. Vamos aprimorar isso e daremos feedbacks para avançar e entender melhor esse processo.

 

Reflexão o processo de organização é político, não só uma dinâmica. Essa dinâmica tem que incorporar o processo político. O nosso desafio (CI e Comitê Organizador) é transformar essa dinâmica em processo político. O jeito que vocês farão irá ajudar ou não a forma com que iremos processar. Sugestão: que se escolham pessoas do CI para se incorporar o processo de organização do FSM; que a gente faça, em PoA, um seminário, atividade sobre o Canadá. De hoje até janeiro: um processo de aproximação, em janeiro presencial, para dar um salto político.

Encaminhamento: Grupo do CI que irá se incorporar ao Comitê Organizador do Fórum:

Rita, Leo, Hamouda, Pierre, Moema, Damien, Nilza, Chico.

 

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Outros Fóruns em construção

 

  • Fórum PanAmazônico - outubro de 2016 em Terapoto/Peru, depois iremos informar melhor.

  • Assembleia dos povos em Tunis decidiu fazer o Fórum social urbano em Quito outubro 2016

  • Queremos fazer um Fórum Temático no Curdistão em Abakhar juntos com essas povos (curdos, turcos, etc) final de maio – primeira semana de junho de 2016. Título: Liberalismo democrático e radicalizar a democracia no Oriente Médio é possível.

 

A ambição é ajudar o desenvolvimento da região, sobretudo Síria e Iraque, para pensar em possíveis soluções para o conflito, para as pessoas e seus projetos. Uma coisa principal é a Comunidade Internacional discutir os projetos de solução e a outra é incorporar experiências internacionais para contribuir com nós, tanto na parte Curda, quanto a ligada à Síria e à Turquia.

É uma experiência não vinculada ao Estado, mas é voltado a questões teóricas, ideológicas, mas também práticas. Na conjuntura de conflitos, é importante discutir na região, uma região que nesse momento tem pessoas sofrendo.

Seis eixos do Fórum:

- Democracia Radical

- Unidade x Pluralidade étnico-religioso

- Liberdade das mulheres

- Problemática da água ...

(irá compartilhar as informações)

São propostas, os temas estão abertos para discussão. Vamos enviar para o CI e vocês poderão contribuir.

Estão envolvidos na organização desse Fórum: movimentos sociais curdos, alguns do Iraque, movimento de mulheres, movimento ecológico no Curdistão.

 

Encerramento

 

Oficina Projeto da memória (30/10) memoriafsm.org

Processo coletivo como os outros projetos do FSM. Bibliotecas descentralizadas, grupo que cria políticas de como o material vai ser apresentado, colaborativo, de como as pessoas podem participar.

Memória é um retrato da auto-organização do processo do FSM, uma comprovação que esse formato político funciona. Software livre que pode ser customizado. Se quisermos dar visibilidade para certas coisas, podemos.

Plano de classificação arquivísticas particular do FSM, inclui comunicação compartilhada, balanços do fórum, tentou espelhar a maneira como o FSM trabalha. Ideia que seja dinâmico e se atualize na medida em que o Fórum vá se transformando. É Creative Comuns

O tipo de tecnologia utilizada permite a conexão desse repositório com outros repositórios internacionais. Visibilidade do processo, conteúdo indexado numa comunicação científica com outros sistemas, outras ferramentas de preservação de conteúdo. Ferramenta permanente, de preservação.

Precisamos mapear os atores brasileiros, e capturar conteúdos a partir de outros conteúdos.

Nós tivemos trabalho reconstituir alguns documentos.

 

Atividade dia 01/11/15 - Diálogos em Humanidade e brechó de economia solidária, no Solar da Boa Vista (bairro de Brotas, Salvador).

 

Essa atividade é facultativa, para quem fica em Salvador no dia 01/11/15.As pessoas  interessadas em participar com uma intervenção de 5 minutos podem se inscrever previamente

 

Para maiores informações:

http://redeprosolidarios.org/brecho-ecosolidario

https://www.youtube.com/watch?v=VT0FYAnJIhM